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Gallo afirma aumento de 90% a policiais penais é inviável: ‘Governo não é gastador e irresponsável’

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O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou que o Governo do Estado não tem como dar um aumento de 90% aos policiais penais, valor que os servidores querem. Segundo o gestor, foi oferecido 15% acrescido do RGA de 7%, e não foi aceito. “O Estado não vai fazer o que já fez no passado. O governo de Mato Grosso não é um governo gastador e irresponsável”, afirmou ao Olhar Direto.

Segundo Gallo, o primeiro ponto a se pensar é que policiais não podem fazer greve, e por este motivo o Poder Judiciário já emitiu várias decisões proibindo a movimentação. “Nós sempre estamos abertos ao diálogo, mas a partir do momento em que você tem uma radicalização e que você coloca em risco a segurança dos detentos e a segurança da sociedade, de fato você tem que reagir com toda a força, e é isso que o governo está fazendo. Agora, o diálogo é uma via que está sendo aberta, estamos conversando. Houve uma proposta de 15% além da RGA, quer dizer, estamos falando de 22%, a uma proposta muito razoável, que não foi aceita. Quem hoje tem aí uma proposta de aumentar seu subsídio em 22%? Não estou discutindo aqui se é justo ou injusto”, afirmou o secretário.

“Eu talvez também quisesse ganhar mais, e não é possível. A gente tem nossos limites. Temos que entender qual é o momento e fazer isso de forma gradativa. Não dá para você ter um aumento de 90% numa só oportunidade. O Estado não vai fazer o que já fez no passado. O governo de Mato Grosso não é um governo gastador e irresponsável”, completou.

Na última sexta-feira (24), o desembargador Pedro Sakamoto endureceu ainda mais as penas impostas pela Justiça aos policiais penais. O magistrado determinou suspensão de pagamento de salários aos servidores grevistas nos dias em que seja verificado o descumprimento das decisões proferidas pelo TJ, impôs multa de 10 salários mínimos por dia onde o Estado tenha conhecimento da recusa em receber presos, autorizou uso da Polícia Militar e Polícia Civil e até a prisão de policiais penais que descumpram decisão judicial.

Sakamoto cita no despacho posicionamento oficial do próprio sindicato dos policiais penais, que publicou texto intitulado “Sindspen-MT não é notificado sobre ilegalidades e greve da Polícia Penal continua”. O magistrado destaca ainda o seguinte trecho: “A greve continua, não fomos notificados da decisão ainda. Temos conhecimento da manifestação do Tribunal de Justiça, mas ainda não fomos notificados. Portanto o fluxo do movimento continua, a categoria vai seguir o que foi deliberado em assembleia e seguindo a cartilha orientativa do sindicato”.

O desembargador argumenta que está claro que o sindicato tem ciência de que a Justiça determinou o imediato encerramento do movimento paredista. “Os representantes legais da referida agremiação estão apenas driblando a sua intimação formal para depois alegarem que não poderiam sofrer as medidas coercitivas e sancionatórias já fixadas para o caso de descumprimento de tal determinação, por desconhecerem seu conteúdo. Chicana das mais conhecidas na prática forense, e que tem por objetivo tão somente frustrar a efetividade das decisões do Poder Judiciário”, afirmou.

Segundo Gallo, o governador Mauro não pode “tirar o abacaxi” da frente e deixar o problema para os outros, ou seja, não adianta dar o aumento e deixar o Estado endividado. “É isso que se quer fazer? Como já se fez no passado? Acho que não é isso que a sociedade espera. O Estado espera uma sociedade que gaste conscientemente, que respeita o servidor garantindo seu poder de compra de forma também consciente, e que faça os investimentos. E nós temos um ciclo agora virtuoso de investimentos de 15% da receita corrente líquida que é uma meta que nós não podemos nos afastar. É isso que vai fazer com que Mato Grosso se torne de fato, já até ouvi essa expressão, um Texas brasileiro”, finalizou.

Fonte: Olhar Direto

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